Chá da Olívia

A primeira vez que ouvi o coração da minha filha no doppler o som parecia com o de um cavalinho galopando. Esse momento me remeteu a uma poesia da Cecília Meireles chamada O Cavalinho Branco, que é doce como a infância. Hoje eu dedico esta poesia à nossa querida e esperada sobrinha Olívia. Vem, Olívia!

À tarde, o cavalinho branco
está muito cansado:

mas há um pedacinho do campo
onde é sempre feriado.

O cavalo sacode a crina
loura e comprida

e nas verdes ervas atira
sua branca vida.

Seu relincho estremece as raízes
e ele ensina aos ventos

a alegria de sentir livres
seus movimentos.

Trabalhou todo o dia, tanto!
desde a madrugada!

Descansa entre as flores, cavalinho branco,
de crina dourada!

cha-olivia-001cha-olivia-009cha-olivia-012cha-olivia-015cha-olivia-018cha-olivia-020cha-olivia-024cha-olivia-026cha-olivia-028cha-olivia-032cha-olivia-034cha-olivia-037cha-olivia-040cha-olivia-058cha-olivia-066cha-olivia-073cha-olivia-082cha-olivia-087cha-olivia-096cha-olivia-110cha-olivia-113cha-olivia-116cha-olivia-127cha-olivia-140cha-olivia-149cha-olivia-157cha-olivia-159cha-olivia-164cha-olivia-173